14/06/20
2 meses do nosso amor! Como as coisas mudaram dentro de mim. Sinto um amor libertador por essa pequena. Libertador porque não me sinto presa, obrigada a sentir, forçada. Esse amor aconteceu e acontece naturalmente, e se fortalece pelo simples fato dela existir. Ele aumenta toda vez que vejo o rostinho dela dormindo, quando ela encosta a cabecinha no meu ombro, quando ela boceja e faz barulhinho, quando sorri então ele vira infinito. Eu tenho me libertado de várias travas com a maternidade. Eu não sabia que eu via a maternidade como uma prisão: você se veria presa nesse amor gigante, mas sufocante por não te permitir mais ser você mesma, fazer coisas só por você, ter tempo pra você, um amor que te obriga a fazer tudo por aquele outro ser porque tu quer, mas que te deixa alheia a quem tu foi. Essa era a ideia que eu tinha, e não sabia que tinha. Pois a Helena tem me mostrado que eu não quero mais ter tempo só pra mim, que eu quero sim ter o máximo de tempo com ela e que isso é libertad...